O Gás do Povo substituiu o Auxílio Gás e mudou a forma de entrega: não cai mais dinheiro na conta. Agora é um vale eletrônico preso ao CPF, trocado por botijão de 13 kg na revenda credenciada. Quem entra, quantas recargas recebe e o que o vale não cobre está abaixo.
Em fevereiro de 2026 o programa deixou de ser medida provisória e virou lei permanente. Na prática isso tira a dúvida que mais aparecia até então, a de saber se o benefício ia acabar no fim do ano. Não vai: ele passou a ser política contínua, com comitê de gestão próprio, e o governo estima alcançar cerca de 15 milhões de famílias.
A mudança de formato, porém, pegou muita gente de surpresa, e é dela que vêm quase todas as reclamações.
O que mudou do Auxílio Gás para o Gás do Povo
O Auxílio Gás era dinheiro. Caía na conta a cada dois meses e a família decidia o que fazer com ele — comprar o gás, pagar outra conta, repor comida. O Gás do Povo não funciona assim. Ele nasce como um crédito eletrônico amarrado ao CPF do responsável familiar e só serve para uma coisa: trocar o botijão.
Quem recebia o modelo antigo em dinheiro foi migrado automaticamente, sem precisar pedir nada, desde que continue cumprindo os critérios. Mas quem contava com aquele valor em espécie para outra despesa sentiu a diferença.
Quem tem direito
São três condições, e as três precisam estar valendo ao mesmo tempo:
- Estar no CadÚnico com o cadastro atualizado. A atualização tem que ter sido feita nos últimos 24 meses. Cadastro vencido trava a liberação.
- Renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. É a renda da família dividida pelo número de moradores, não a renda total.
- CPF do responsável familiar regularizado na Receita. Sem pendência de verificação cadastral e sem indicação de óbito no sistema.
Dentro desse grupo, a lei definiu uma fila de prioridade: quem recebe Bolsa Família, famílias com duas pessoas ou mais, moradores de área em calamidade ou emergência, mulheres com medida protetiva, indígenas e quilombolas.
Quantas recargas por ano
A quantidade não é igual para todo mundo. Depende de quantas pessoas moram na casa, segundo o cadastro:
| Tamanho da família | Recargas por ano | Intervalo entre uma e outra |
|---|---|---|
| 2 a 3 pessoas | até 4 | uma a cada 3 meses |
| 4 pessoas ou mais | até 6 | uma a cada 2 meses |
O botijão é sempre o de 13 kg, o comum de cozinha. O intervalo é a parte que mais gera frustração: quem gasta um botijão por mês continua comprando as recargas do meio do próprio bolso.
Onde se consulta
A situação do benefício aparece no aplicativo Meu Social, com o CPF do responsável familiar. Quem prefere não usar aplicativo tem dois caminhos: ligar para o Disque Social 121, que é gratuito, ou ir até o CRAS do bairro.
Como se identificar na revenda
Na hora da troca existem três formas aceitas, e basta uma delas: o cartão do Bolsa Família, o cartão de débito da Caixa, ou o próprio CPF acompanhado de um código de validação enviado por mensagem para o celular cadastrado.
Não é preciso levar comprovante de renda, declaração nem papel nenhum. Tudo o que vale é o que já está no cadastro.
Vale a pena para a sua família?
Para quem está no CadÚnico e usa gás todo mês, sim: é uma despesa fixa saindo da conta sem contrapartida. O que não dá é tratar o programa como renda extra, porque ele não vira dinheiro em nenhuma hipótese. Quem esperava valor na conta vai se frustrar; quem esperava parar de pagar o botijão vai sentir a diferença logo na primeira troca.
Na página seguinte está o passo a passo da consulta e da retirada, incluindo o que fazer quando o CPF não aparece liberado.
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Conteúdo informativo. Este site não tem vínculo com o governo federal nem com qualquer órgão público, não cobra taxas e não faz intermediação de cadastro. A consulta e a retirada são gratuitas e feitas apenas pelos canais oficiais do programa. Regras e valores podem mudar — confirme sempre na fonte oficial.